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O que realmente causa a queda de cabelo

Antes de pensar em qualquer solução, vale entender o problema. A queda de cabelo tem causas bem definidas pela ciência — e a maioria não tem nada a ver com sorte, azar ou "coisa da família" no sentido vago que costumamos usar.

Alopecia androgenética: a causa mais comum

É a responsável pela maior parte dos casos, tanto em homens quanto em mulheres. O mecanismo central é a ação da DHT (di-idrotestosterona), um subproduto da testosterona formado pela enzima 5-alfa-redutase. Em pessoas geneticamente predispostas, os folículos capilares na região frontal e no topo da cabeça são mais sensíveis a essa substância.

O efeito da DHT não é "matar" o fio de uma vez — é progressivo. Cada ciclo capilar, o folículo produz um fio mais fino e com vida mais curta, até que a produção praticamente para. É por isso que a queda por causa genética costuma ser gradual, começando geralmente pelas entradas ou pelo topo da cabeça.

A predisposição é herdada, mas não segue uma regra simples de "puxou ao pai" ou "puxou à mãe" — os genes envolvidos vêm de ambos os lados da família, o que explica por que às vezes a queda aparece mesmo sem um caso óbvio de referência.

Eflúvio telógeno: quando o corpo "empurra" o cabelo pra fora

Diferente da alopecia androgenética, o eflúvio telógeno é geralmente temporário. Acontece quando um evento — estresse agudo, febre alta, cirurgia, parto, perda de peso rápida, ou uma deficiência nutricional importante — empurra uma quantidade grande de fios da fase de crescimento (anágena) direto pra fase de queda (telógena), tudo de uma vez.

O resultado aparece cerca de 2 a 3 meses depois do evento gatilho, o que costuma confundir: a pessoa nem sempre associa a queda ao que aconteceu meses antes.

O papel da nutrição

O folículo capilar é um dos tecidos com metabolismo mais ativo do corpo — ele está constantemente se dividindo pra produzir o fio. Isso exige um fornecimento constante de proteína, minerais e vitaminas. Deficiências de ferro, zinco, vitaminas do complexo B e proteína estão entre as causas nutricionais mais associadas à queda, especialmente em quadros de eflúvio telógeno.

Isso não significa que toda queda de cabelo é "falta de vitamina" — mas significa que, mesmo em casos onde a causa principal é genética ou hormonal, um corpo mal nutrido tem menos recursos pra manter os fios que ainda estão em fase de crescimento.

Mitos que vale desfazer

Entender a causa é o primeiro passo. O segundo é saber o que realmente ajuda — e aí a resposta muda dependendo se o problema é genético, hormonal ou nutricional.

Enquanto isso, dar suporte nutricional ao fio que ainda está em crescimento nunca é tempo perdido.

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